Tumor virtual - uma nova maneira de enxergar o câncer
Que a tecnologia é uma grande aliada da ciência não é novidade. A boa nova é que a realidade virtual pode fazer mais pela luta contra o câncer, por exemplo. A possibilidade de criar mapas detalhados sobre os tumores dá aos médicos a chance de entender melhor a evolução da doença em cada organismo. A consequência, claro, são tratamentos mais eficazes e pontuais.
Esse projeto já existe e é obra de uma equipe de 15 cientistas do Reino Unido, Suíça, Canadá e Irlanda, médicos do Instituto Britânico de Cambridge de Pesquisa, na Inglaterra. O sistema 3D de realidade virtual faz uma varredura detalhada dos tecidos cancerosos e os transforma em simulações que médicos do mundo inteiro podem ter acesso.
Como funciona o sistema
A simulação permite que cada célula do tumor seja analisada em todos os ângulos - algo impossível até então. E essa análise de como as células cancerígenas interagem entre si, com organismos saudáveis e até com o próprio sistema é fundamental para desenvolver novas terapias. Ou seja, é uma amostra do tumor, que permite, inclusive, captar o momento em que o câncer se espalha para outros tecidos ao redor (metástase) e se torna realmente perigoso.
Segundo os especialistas, é uma tecnologia muito mais dinâmica que as antigas versões 2D estáticas as quais eles estão adaptados. Além disso, por se tratar de um projeto conjunto de pesquisa internacional, há também a qualidade de globalização - a possibilidade real de vários especialistas ao redor do planeta participarem do mesmo trabalho com acesso livre a informações disponibilizadas virtualmente. Tudo isso melhora as perspectivas de diagnóstico e de tratamento.
A origem do projeto
Para criar o modelo, os pesquisadores fizeram uma biópsia do tecido tumoral de uma mama. A pequena amostra de 1mm² continha cerca de 100 mil células e foi dividida em fatias bem finas para serem escaneadas e identificadas em sua composição molecular e características do DNA. O tumor foi, então, reconstruído em realidade virtual dentro de um modelo 3D.
Fonte:Medical Site
28 de Março de 2019
