Como inibidores de angiogênese podem tratar o câncer?
Angiogênese é a formação de novos vasos sanguíneos, mesmo em pessoas adultas. É um processo normal, de troca de energia no corpo, mas que também pode estar relacionado ao desenvolvimento de diversas doenças – entre elas o câncer.
Como qualquer organismo vivo, uma vez que o tumor nasce, também precisa de oxigênio e nutrientes para se desenvolver, invadir outros tecidos e se espalhar pelo corpo (metástase). Mas se ele é um invasor, como consegue fazer isso? Essa nutrição vem do sangue, então o tumor envia estímulos ao cérebro para criar novos vasos sanguíneos que transporte sangue até ele.
A este processo chamamos angiogênese, que também pode ser a chave para novos tratamentos contra diversos tipos de neoplasias, como de rim, de mama, estômago e colorretal, por exemplo.
Inibidores de angiogênese
A ideia é interromper o fornecimento de sangue ao tumor para matá-lo de desnutrição. Os medicamentos criados para este fim são chamados de “inibidores de angiogênese” ou “anti-angiogênicos”. Normalmente essas drogas são administradas via oral ou intravenosa e junto com outros tipos de tratamento, como a quimioterapia.
Efeitos colaterais
O processo que caracteriza a angiogênese não nasce maligno, pelo contrário. Cumpre uma função importantíssima de fornecer nutrientes e energia a diversos órgãos do corpo, por exemplo. Por isso a ação dos inibidores também afeta negativamente esse processo, causando alguns efeitos colaterais como aumento da pressão arterial; pele seca ou coceira; síndrome mão-pé; diarreia; fadiga; diminuição das taxas sanguíneas e problemas de cicatrização.
Apesar disso, os medicamentos podem ser usados porque os efeitos são comuns e controláveis. Não há, por enquanto, nenhum indício de que os inibidores causem hemorragia, infarto, insuficiência cardíaca ou coágulos, por exemplo. Se for este o caso, o paciente deve discutir o quadro com seu médico.
Fonte:Medical Site
21 de Março de 2019
