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O que é e para que serve a colostomia?

“Estoma” é uma palavra grega que significa “abertura” ou “orifício. Mas do ponto de vista cirúrgico, refere-se à abertura feita na parede abdominal. A nomenclatura dos diversos tipos de estomas realizados em pacientes com câncer nada mais é que a associação do nome do órgão afetado com a palavra estomia ou ostomia.

Então a colostomia consiste na abertura do cólon (parte longa do intestino grosso) através da parede abdominal. Assim, a parte final do intestino grosso é exposta e o objetivo é desviar a saída das fezes. Então em vez do conteúdo fecal sair pelo ânus, sai por onde está o estoma – conectado a uma bolsa coletora. 

A bolsa pode ser usada temporária ou definitivamente. A escolha entre colostomia permanente ou temporária depende do tipo de indicação ou enfermidade que acomete o paciente. Geralmente a colostomia é temporária em casos que exigem descanso para que o intestino se recupere bem, como um ferimento ou infecção. A reversão consiste, basicamente, em retirar a bolsa coletora e reconstruir o trânsito intestinal do paciente, ligando as partes do intestino que estavam separadas. Já a permanente é usada em situações mais graves ou até incuráveis, como em situações de câncer de reto. 

Como funciona a bolsa coletora?

Há vários tipos de bolsa coletora que variam conforme a localização do estoma, idade do paciente e tipo de material. Colocada do lado de fora para o colhimento de fezes, possui uma trava de segurança e deve ser higienizada a cada 4 horas ou de acordo com a recomendação médica. 

É importante sempre fazer a limpeza e manutenção do estoma, especialmente nos dias de troca de bolsa. Mesmo que surja algum sangramento, é normal, pois se trata de uma mucosa que se fere facilmente. Raramente a bolsa emite odores se estiver encaixada de maneira correta e exatamente por esse motivo vale verificá-la sempre que possível para a higienização. 

Após um período de adaptação, com dietas que não causem complicações como odor nas fezes, gases, fezes amolecidas ou prisão de ventre, os pacientes de colostomia podem levar uma vida normal. Mas, como quase toda intervenção cirúrgica, pode haver dificuldades como manter a bolsa aderida à pele, desencadeando consequentes dermatites e infecções. Por isso o acompanhamento médico é imprescindível.

Recuperação

Depois da cirurgia de reversão é esperado que o paciente volte a evacuar em torno de três a cinco dias, mas a recuperação total, no entanto, pode levar mais tempo. Por isso, atividades que exijam mais esforço, como exercício físico, devem ser adiadas por 4 meses.

Fonte:Medical Site