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Linfonodos aumentados podem indicar câncer?

Os linfonodos fazem parte do sistema linfático, que está espalhado pelo corpo inteiro. Esse sistema também é formado por vasos linfáticos, cuja função é coletar e expulsar impurezas da circulação sanguínea, mantendo nossas defesas vigilantes contra micróbios, vírus e outros elementos nocivos - como um filtro. No fim do circuito, os fluidos, sais e proteínas filtrados são despejados de volta na corrente sanguínea. Os vasos linfáticos são bem parecidos com as veias, mas, ao invés de transportar sangue, transportam um líquido claro chamado linfa.

Porém, mais que transportar, os vasos linfáticos drenam a linfa porque eventualmente ela poderá se acumular e provocar edema (inchaço). Assim, também chamados de gânglios linfáticos ou mais popularmente “íngua”, os linfonodos aumentados indicam uma inflamação na região em que surgem. Essa inflamação pode ter diversas razões, entre elas, um câncer.   

As causas geralmente variam de acordo com a região na qual o inchaço aparece e há diversas formas de identificá-lo. No pescoço, por exemplo, o aumento pode acontecer por conta de alguma doença que afeta as vias respiratórias, como faringites, resfriados, gripes, otites etc. Doenças infecciosas sistêmicas, como rubéola, dengue ou Zika vírus também podem se manifestar com gânglios aumentados no pescoço. Mas quando pode ser câncer?

Neste caso, normalmente as ínguas são benignas e efêmeras, desaparecendo em até 30 dias. O câncer pode aparecer nos gânglios linfáticos de duas maneiras: localizado ou espalhado. O mais comum é começar em um local e depois se espalhar, atingindo os linfonodos através dos vasos linfáticos ou sanguíneos. O câncer que começa nos linfonodos é chamado de linfoma. O inchaço acontece na hora em que o linfonodo filtra as células “ruins” ou cancerígenas. 

Indicam um tumor quando os inchaços estão espalhados em vários locais do corpo, crescem mais de 2,5 cm, têm consistência dura e não desaparecem depois de 30 dias. Podem apresentar dor ou não, mas não se movem quando empurrados (os gânglios têm uma estrutura fibro elástica e móvel). Outro sintoma recorrente neste caso é o surgimento de febre que persiste por mais de uma semana, suor noturno, perda de peso ou mal-estar. Para confirmar o diagnóstico clínico, o médico deverá solicitar exames mais específicos como ultrassom e biópsia, em última instância. 

O primeiro diagnóstico pode ser clínico, pois quando os gânglios aumentam de tamanho, podem ser sentidos com os dedos ou até vistos. Quando isso não for possível, o médico geralmente opta por remover o linfonodo numa operação chamada “biópsia”. Alguns tumores podem ser retirados cirurgicamente sem necessidade de uma quimio ou radioterapia e, para evitar recidivas, medicamentos de última geração são capazes de eliminar as células malignas. No entanto, se o profissional notar chances de recidiva, a quimio e a radio são cogitadas. 

Linfonodos retirados podem deixar a área afetada sem drenagem, pois os vasos linfáticos ficam sem ter onde drenar as impurezas – o que pode provocar retorno do líquido linfático (linfedema), causando problemas a longo prazo. 

Fonte: Medical Site